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Curiosidades trentinas

Andreas Hofer: o herói tirolês, permanence vivo na memória popular

Em Janeiro de 1823, soldados de um regimento de caça que estava em Mântua levaram de volta para o Tirol os restos mortais de Andreas Hofer.

Filho de taberneiro, tornou-se símbolo da resistência católica diante as forças revolucionárias de Napoleão Bonaparte no Tirol. Nasceu na pequena cidade de São Leonardo, na região do Passiertal (Val Passiria), mobilizou todo o Tirol contra as tropas napoleônicas. Esquadrões voluntários (Schützen; Sizzeri) vieram de todas as parte, e a insurreição estourou em 1809.

Após a sua morte, o Imperador austríaco concedeu à familia de Andreas Nikolaus Hofer o título de nobreza e uma pensão à esposa e filhos, assegurando sua educação.

Em reconhecimento a seu feito, o Imperador Francisco José determinou que “Vater Hofer” fosse sepultado em Innsbruck, na igreja da corte.

Em Bergisel, local onde os tiroleses derrotaram as tropas do Marechal francês François Joseph Lefebvre, foi erguida uma estátua em homenagem ao valoroso líder tirolês. Em Sandhof, onde viveu, foi construída uma capela ornada com afrescos interiores que narram a tragetória de sua vida.

Os tiroleses não se esquecem de seu grande líder. Duzentos anos depois, todas as residências do vale tirolês há um retrato seu. Estes retratos e as histórias do “General Barbone “ ajudam a manter viva a sua memória.

Em 1919, pelo tratado de Saint Germain, as regiões do Trentino-Südtirol passaram a pertencer à Itália. Entre outras medidas tomadas por Mussolini, figurava a proibição de se ter retratos de Andreas Hofer nessa antiga província do Tirol. Mesmo assim, ainda hoje sua figura encontra-se por toda parte: em soldadinhos de chumbo, em xícaras de café ou retratos.

Preservar a sua memória significa a luta pela defesa da terra e da cultura do povo tirolês, seja este de lingua alemã ou italiana.

Por: Daniel Langhi – Diretor da Juventude Trentina

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